O cardiologista e nutrólogo Sérgio Puppin dá algumas dicas sobre alimentação
Por Cequal
Depois de uma enxurrada de dietas e receitas milagrosas, com uma mistura de produtos e medicamentos caros, outros nem tanto, o antigo conceito "faça do alimento o seu medicamento" volta a vigorar, mas com o consumo da gordura certa. “Enquanto o óleo de coco, por exemplo, leva apenas 18 (dezoito) dias para o seu completo metabolismo, já os demais óleos, como o de soja, canola e girassol demoram mais de 58 (cinqüenta e oito) dias para serem digeridos pelo organismo”, informa o médico Sérgio Puppin, Cardiologista e Nutrólogo, membro da Academia de Ciências de Nova York e professor da Associação Brasileira de Medicina Biomolecular.
Sergio Puppin é categórico ao afirmar que o uso dos alimentos certos - isso inclui o tipo de gordura com que são preparados, deve possibilitar a transformação de energia ATP (Adenosina Trifosfato) dos alimentos, aumentando as condições fisiológicas do metabolismo e permitindo um processo de emagrecimento natural, bem como o controle do excesso de peso. “A alimentação errada provoca uma baixa acentuada de glicose e altera níveis de insulina. A pessoa sente-se trêmula, com suores frios, irritada, em função da hipoglicemia, então ela vai procurar alimentos (principalmente carboidratos refinados) e o ciclo vicioso se fecha”, explica o médico.
De acordo com a pesquisa realizada pelo Dr. Puppin, concluída com a publicação do livro "Alimentos Certos, Hábitos Saudáveis", é possível encontrar nas frutas e nos vegetais as propriedades que contribuem para o emagrecimento. O estudo do funcionamento do metabolismo basal, bem como a velocidade da absorção dos alimentos em função do teor de fibras e do índice glicêmico deles, é o que permitirá a elaboração de uma dieta eficaz. “É preciso respeitar os limites da aceitação da liberação de insulina para que haja um menor depósito de gordura nos tecidos”, afirma Sergio Puppin, explicando que metabolismo basal é um “índice de funcionamento do organismo”, em outras palavras: é a velocidade com que nosso organismo processa as reações químicas dos produtos que ingerimos.
Diante de tantas alternativas medicamentosas anunciadas como milagrosas, o cardiologista e nutrólogo Sergio Puppin faz um alerta: “quando se utiliza de artifícios não naturais como os medicamentos anoréticos, que agem ao nível cerebral, o organismo interpreta isso como um estado de emergência e de carência de alimentos. Assim, quando se deixa de ingerir estes moderadores de apetite, o organismo como um todo modifica seu metabolismo e, com isso, tenta aproveitar ao máximo a oferta de alimentos. Em outras palavras, diminui exageradamente o gasto energético depositando todos estes alimentos sob a formade gordura”, finaliza o especialista.